sexta-feira, 15 de novembro de 2013

...uma simples rosa

Foto de Sérgio  Baptista
para quê tanto pensar
para quê tanto imaginar
para quê tanto barafustar
para quê tanto questionar
se
o sorriso simples basta
o amor doce chega
o querer ir é suficiente
o roseiral do meu jardim
me basta
me chega
me alivia
me consola
me diz
olá
...
Luisete Cardoso Baptista
Fig.Foz. 15/nov./2013

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

"viajar! Perder países!"...

A vontade de partir, de “Viajar! Perder países!” esfuma-se no tempo e no espaço. Cada um  interioriza esse desejo de forma diversa e, chegado que é o momento, realiza-o, também, de modo particular, único, não receptível.

Parte, simplesmente!

Estas folhas soltas do meu caderno de viagem, funcionam como um confidente a meio caminho do álbum de recordações e do diário. Constituíram um excelente derivativo contra uma hipotética monotonia.
Desenhar e pintar em viagem, sem borracha, sem lápis foi uma prática rica em sensações... Habituar o olhar à cor ambiente, aprisionar os gestos, captar o instante, adaptar-me ao efémero, ao fugitivo, continuar... até constituir este mosaico narrativo, já que representar o instante presente com palavras ou cores é quase a mesma coisa.
O desafio cumpriu-se!
Luisete Baptista

FOTO DE SÉRGIO BAPTISTA

terça-feira, 12 de novembro de 2013

LUTA PELA VIDA...

LUTA PELA VIDA
Fugindo do barulho da cidade, decidi, certo dia, ir dar um passeio ao campo, onde, certamente, poderia apreciar verdadeiras maravilhas, dignas de se contarem.
O dia estava maravilhoso!
Ao pôr-do-sol, em plena primavera, vi, do lugar onde me encontrava, uma andorinha que veio poisar no fio telégrafo que passava por entre a ramaria dos pinheiros, onde se encontrava uma segunda andorinha a chocar os ovos. Por simples curiosidade, deixei-me ficar, contemplando o panorama que me rodeava. Por vários segundos, fugiu do meu pensamento a imagem da formosa andorinha, mas, passados momentos, verifiquei que já lá não se encontrava, e então de olhos fixos no ponto onde se encontrava, resolvi ver o que ela fazia. Repentinamente, vi-a no chão, buscando qualquer coisa que não encontrava. Voltou, sem nada trazer. Andam nesta labuta constante. Os poucos momentos que a estive a admirar, trouxe, para começar a construir o seu ninho, pois em breve morreriam os filhos, raízes secas, fios de lã e de linho, pedacinhos de musgo, água e barro para ligar as raízes, palhas curtas e miúdas, enfim tudo o que julgou ser útil para conforto dos seus filhos.
Nasceram os filhos.
 Começou uma nova labuta, a de procurar comida para eles. Esta então era pior, pois não queria que morressem com fome. Enquanto a andorinha-mãe procurava comida, o pai tomava conta dos filhos e vice-versa.
 Afirmo que é um encanto saber apreciar a vida de cada dia destes animaizinhos.
Do muito trabalho deles, podemos tirar muitas lições que nos serão úteis. Devemos sempre fazer o possível para cumprirmos os nossos deveres, acima de tudo, eles dizem-nos que deveremos ser trabalhadores e honestos.

M.L.S.C.
12/12/63

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Querer é poder

Durante o ano letivo de 62/63, frequentei como aluna semi-interna o Colégio S. José do Cluny, em Luanda/Angola,tendo sido o número 33, do 2ºano, turma B. Como os pais tinham retornado às lides da fazenda, eu e o Zé ficámos em casa do tio Quintino e lá nos fomos aguentando! Retirado do baú dos meus tempos idos, apraz-me transcrever este texto,  escrito durante o supra citado tempo. Não alterei nada!
13/02/63
Querer é poder
A vontade forte, o querer, devem entusiasmar todos aqueles que querem atingir um ideal nesta vida.
Sobre o verbo querer desliza a decisão na formação duma pessoa que, querendo atingir um objectivo tenta alcançar o verbo poder; podendo eis tudo realizado; o necessário é querer; depois disto encontrado, uma nova porta se abre, na obscuridade, para a vida.
A celebridade de muitos é atingida por meio da sua força de vontade; desejaram algo na vida e conseguiram-no, tudo por intermédio de “querer”. Formemos um ideal, e, mais tarde, saberemos dar o verdadeiro valor a este adágio                               .
Arrancado das páginas de oiro, podemos encontrar na nossa História Pátria um exemplo real, que muito bem certifica esta frase.
Eis Vasco da Gama, o tão conhecido descobridor das Índias por mar. Este nosso herói tinha como desejo chegar a terras da Índia, embora barreiras indecisas se atravessassem à sua frente; além destes contratempos todos, ele conseguiu o que queria.
Pensemos bem neste adágio, e venceremos, com certeza, na nossa vida!
M.L.S.C.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Oligarquia


Oligarquia
Oligarchia! Olligos! Arché!
Gregos, romanos, franceses, portugueses!
Tanto fez! Tanto faz!
Poder!
Tanto fez! Tanto faz!
Política!
Tanto fez! Tanto faz!
Famílias!
Tanto fez! Tanto faz!
Privilégios!
Tanto fez! Tanto faz!
Domínio!
Tanto fez! Tanto faz!
Títulos!
Tanto fez! Tanto faz!
Mercadores!
Tanto fez! Tanto faz!

Ah!
Cidadão livre do séc., XXI!
Tanto fez! Tanto faz!

Nada te permitem!
Nada te facilitam!
Nada te auguram!


                                    Luisete Baptista
                                                (F.Foz.23-04-24)

terça-feira, 9 de abril de 2013

Visceralmente complexa

visceralmente complexa!

complexa na sua forma de encarar o mundo
na sua inaptidão  para se relacionar com os outros
na sua destreza para se deixar encaminhar
na sua compaixão para com os mais fracos
na sua dificuldade em se fazer entender
na sua teimosia perante o evidente
na sua quase estanque personalidade

visceralmente complexa!

deixar-se ir
deixar-se ficar
deixar-se gritar
deixar-se ensandecer
...
...
deixar de ser complexa!




terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Quotidiano

 Notícias!!Notícias!!
 Peregrinar pelas páginas múltiplas, triplicas, infindáveis  da Internet?
 Barafustar com a família para encontrar O MELHOR  programa televisivo para se aventurar a ter um serão, minimamente reconfortante?
Encontrar um recanto para ouvir a última música da banda musical preferida?
Vociferar?
Ler aquelas  últimas aventuras daquele herói exótico de um livro emprestado, mesmo há pouco?
Sair sorrateiramente para um encontro  programado e proibido?
Ir, ir, ir atrás da crise?
Publicitar  a vida?
Arruinar a sanidade mental?
Ir, ir, ir atrás da crise?
Silêncio?
 Ruído?
Não, cada um tem direito ao seu sim!
Sim!
Sim, cada um fica obrigado a fechar-se na concha do seu sim, do seu querer, da sua preferência.


Maria Luisete