LUTA
PELA VIDA
Fugindo do barulho da cidade, decidi, certo dia, ir
dar um passeio ao campo, onde, certamente, poderia apreciar verdadeiras
maravilhas, dignas de se contarem.
O dia estava maravilhoso!
Ao pôr-do-sol, em plena primavera, vi, do lugar onde
me encontrava, uma andorinha que veio poisar no fio telégrafo que passava por
entre a ramaria dos pinheiros, onde se encontrava uma segunda andorinha a
chocar os ovos. Por simples curiosidade, deixei-me ficar, contemplando o
panorama que me rodeava. Por vários segundos, fugiu do meu pensamento a imagem
da formosa andorinha, mas, passados momentos, verifiquei que já lá não se
encontrava, e então de olhos fixos no ponto onde se encontrava, resolvi ver o
que ela fazia. Repentinamente, vi-a no chão, buscando qualquer coisa que não
encontrava. Voltou, sem nada trazer. Andam nesta labuta constante. Os poucos
momentos que a estive a admirar, trouxe, para começar a construir o seu ninho,
pois em breve morreriam os filhos, raízes secas, fios de lã e de linho,
pedacinhos de musgo, água e barro para ligar as raízes, palhas curtas e miúdas,
enfim tudo o que julgou ser útil para conforto dos seus filhos.
Nasceram os filhos.
Começou uma
nova labuta, a de procurar comida para eles. Esta então era pior, pois não
queria que morressem com fome. Enquanto a andorinha-mãe procurava comida, o pai
tomava conta dos filhos e vice-versa.
Afirmo que é
um encanto saber apreciar a vida de cada dia destes animaizinhos.
Do muito trabalho deles, podemos tirar muitas lições
que nos serão úteis. Devemos sempre fazer o possível para cumprirmos os nossos
deveres, acima de tudo, eles dizem-nos que deveremos ser trabalhadores e
honestos.
M.L.S.C.
12/12/63
Sem comentários:
Enviar um comentário