terça-feira, 12 de novembro de 2013

LUTA PELA VIDA...

LUTA PELA VIDA
Fugindo do barulho da cidade, decidi, certo dia, ir dar um passeio ao campo, onde, certamente, poderia apreciar verdadeiras maravilhas, dignas de se contarem.
O dia estava maravilhoso!
Ao pôr-do-sol, em plena primavera, vi, do lugar onde me encontrava, uma andorinha que veio poisar no fio telégrafo que passava por entre a ramaria dos pinheiros, onde se encontrava uma segunda andorinha a chocar os ovos. Por simples curiosidade, deixei-me ficar, contemplando o panorama que me rodeava. Por vários segundos, fugiu do meu pensamento a imagem da formosa andorinha, mas, passados momentos, verifiquei que já lá não se encontrava, e então de olhos fixos no ponto onde se encontrava, resolvi ver o que ela fazia. Repentinamente, vi-a no chão, buscando qualquer coisa que não encontrava. Voltou, sem nada trazer. Andam nesta labuta constante. Os poucos momentos que a estive a admirar, trouxe, para começar a construir o seu ninho, pois em breve morreriam os filhos, raízes secas, fios de lã e de linho, pedacinhos de musgo, água e barro para ligar as raízes, palhas curtas e miúdas, enfim tudo o que julgou ser útil para conforto dos seus filhos.
Nasceram os filhos.
 Começou uma nova labuta, a de procurar comida para eles. Esta então era pior, pois não queria que morressem com fome. Enquanto a andorinha-mãe procurava comida, o pai tomava conta dos filhos e vice-versa.
 Afirmo que é um encanto saber apreciar a vida de cada dia destes animaizinhos.
Do muito trabalho deles, podemos tirar muitas lições que nos serão úteis. Devemos sempre fazer o possível para cumprirmos os nossos deveres, acima de tudo, eles dizem-nos que deveremos ser trabalhadores e honestos.

M.L.S.C.
12/12/63

Sem comentários:

Enviar um comentário