A vontade de partir, de “Viajar! Perder países!” esfuma-se no tempo e no espaço. Cada um interioriza esse desejo de forma diversa e, chegado que é o momento, realiza-o, também, de modo particular, único, não receptível.
Parte, simplesmente!
Estas folhas soltas do
meu caderno de viagem, funcionam como um confidente a meio caminho do álbum de
recordações e do diário. Constituíram um excelente derivativo contra uma
hipotética monotonia.
Desenhar e pintar em viagem, sem borracha, sem lápis foi uma
prática rica em sensações... Habituar o olhar à cor ambiente, aprisionar os
gestos, captar o instante, adaptar-me ao efémero, ao fugitivo, continuar... até
constituir este mosaico narrativo,
já que representar o instante presente com palavras ou cores é quase a mesma
coisa.
O desafio cumpriu-se!
Luisete Baptista

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