domingo, 28 de agosto de 2011

Pensamentos

“Chaque jour nous laissons une partie de nous-mêmes en chemin.”
                                                                                         

                                                                                              Hamiel

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

PEDAÇOS DA MINHA INDIGNAÇÂO


Acrílico sobre pedaços de tela

                    
 Focus é um vocábulo de origem latina, mas, graças à sua evolução, rapidamente se transformou em fogo, em feu, em fuego, em fire, em feuer, em fuoco… 0 Fogo acumula, na sua essência, uma dicotomia que o faz bailar entre o bem e mal.
O Fogo foi o maior conseguimento do Homem na pré-história: o homem teve mesmo de fazer uma aprendizagem quanto à sua força e correcta utilização, já que o vamos encontrar na protecção contra os predadores, na caça, no lar como fonte de aquecimento ou na cozinha, servindo para cozinhar os alimentos para que estes se tornassem mais saborosos e apetitosos. O fogo é uma das mais brilhantes descobertas do ser humano e indispensável ao desenvolvimento. Mas também foi e continua a ser usado como força aniquiladora. São loucos brasidos que se alastram por este nosso minúsculo torrão natal, neste Agosto de 2010, 2011... Quase não nos dão descanso, de tão repetidos e proliferantes. É a Norte, é a Sul, é a Este, é a Oeste, é em todos os pontos cardeais…! Este Portugal arde, continua a arder sem que se encontre uma solução radical para tudo aquilo ou aquele que possa estar na origem, na base do incêndio. Este é o Rei-Sol deste Verão, mas os reis também se abatem, como as indefesas árvores!
0 Fogo acumula, na sua essência, uma dicotomia que o faz bailar entre o bem e mal. Saibamos, ao menos, ter a 
capacidade de o utilizar na sua dimensão positiva, enquanto factor de desenvolvimento e não de destruição.
                                                              Luisete Baptista



domingo, 21 de agosto de 2011

Os Sete Magníficos (fim)



7
«Chegou a hora, caro amigo, de não esturrar mais a sua paciência, porque nós, OS SETE, aqui estamos para desvendar o enigma do nosso percurso:
-          Ponto A - Rotunda do Limonete;
-          Ponto B - Praia de Buarcos;
-          Ponto C – Pedra Grande do mar;
-          Ponto D - Cabo Mondego;
-          Ponto E - Praia de Quiaios;
-          Ponto F - Café em Quiaios;
-          Ponto G - Vertente Sul da serra da Boa Viagem;
-          Ponto H - No meio da serra;
-          Ponto A.- Rotunda do Limonete;

Mais saberá, se aproveitar as próximas férias, aceitando a nossa companhia como guias.»

Fim

Maria Luisete Baptista

Os Sete Magníficos...(continuação)


6.
A tarefa cabe, agora, a cada leitor, servindo-se das informações que o texto lhe foi dando. Talvez tenha mesmo de ler, reler as aventuras dos sete rapazes!
Tente!
Não desista!
Se já esgotou a sua capacidade de imaginação ou mesmo aquela pequenina dose de paciência que cada mortal é de bom-tom possuir, então, peça ajuda a um dos SETE e terá o problema resolvido.

sábado, 20 de agosto de 2011

Os Sete Magníficos...(continuação)


5.

            Foram desembocar no ponto A, naquele que outrora fora chamado de quatro caminhos, mas agora dá pelo nome pomposo de Rotunda do Limonete, em honra da lenda de um cavaleiro e de uma moura encantada, estória pertencente às gentes de Tavarede.Chegaram gastos, cansados, porém felizes.
Fecharam o círculo.
Chegaram gastos, cansados, porém felizes.
Fecharam o círculo.
Falta desvendar o percurso, substituindo as letras pelos nomes respectivos.

Os Sete Magníficos...(continuação)


4



O cansaço e o sono começavam a fazer com que o grupo entrasse numa sonolência nada recomendável, porque ainda havia muita noite para passar e o combinado era ninguém adormecer.
            Depois de um intervalo silencioso, resolveram que cada um contasse a história do seu nome de guerra, aquele pelo qual era conhecido pela sua tribo, visto que as adivinhas tinham cumprido o seu papel.
            O Um contou que chamavam-no assim, porque na escola, durante as aulas de todas as disciplinas ele, embora aparentemente distraído, apanhava todos e as suas matérias estavam sempre em dia.
            O Dois alegrava sempre as manhãs tristes de todos, nem que tivesse de sorrir por dois ou mesmo pelo grupo.
            O Três, evidentemente, prendia-se com a sua malandrice exagerada, com uma preguiça que fazia parte dele, que o invadia, que chegava mesmo a visitar os seus sonhos, aconselhando-o a permanecer na cama para lá do razoável. Quando entrava na sala de aula, não lia, treslia.
            O Quatro era aquele rapaz divertido, sempre pronto a equilibrar-se, mesmo nos momentos mais embaraçosos da sua vida e na dos outros. 
            O Cinco recordou que, como era tão distraído e quase nenhuma massa cinzenta parecia possuir, os colegas gostavam de o comparar a um cinto.
            O Seis, porque estava sempre pronto a resolver todos os enigmas, todos os problemas.
            O Sete, de tão ágil e agitado que era que os comparsas nunca sabiam onde ele estava. Era veloz em tudo: no pensamento e na corrida.
O sol começava a raiar no horizonte e os SETE deram um salto de um tal tamanho que, quase de imediato se levantaram, acomodaram as coisas dispersas e toca a andar à procura de uma saída daquele labirinto de giestas e muitas coisas mais que não conheciam.
O nevoeiro fora-se e a angústia da noite transformara-se em esperança.
Não foi preciso percorrer uma grande distância, para que dessem conta que estavam muito próximos de uma das estradas asfaltadas que ligava Quiaios à Serra da Boa Viagem.
Os pais tinham pernoitado, no final de um canavial, com o intuito de os interceptarem, logo de manhã, no exacto momento da saída da verdadeira armadilha em que tinham caído.
            Embora atordoados pelo que de muito excitante lhes acontecera, nada deixaram transparecer, pois dos fracos não reza a história. Eles eram, sim, vencedores.     











sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Os Sete Magníficos...(continuação)


2.


Alguém propôs que nada melhor do que um gelado para refrescar as ideias, depois daquele susto. Em jeito de algazarra, rodearam a barraca dos ditos gelados e cada um se deliciou com o seu preferido.
De repente, um engasgou-se com um pau do gelado, tendo sido socorrido pelo enfermeiro do posto de socorro, improvisado na praia.
Só asneiras!
Só sustos!
Apesar de serem cinco horas da tarde e de o sol continuar quentinho, a pressa, para fazerem a viagem de regresso, não era muita, já que este primeiro dia de férias deveria ser saboreado até à exaustão. Eis quando um nevoeiro intenso e cerrado se abateu sobre toda a região, deixando-os desorientados, pois havia ainda muito caminho a fazer. Conseguiram reunir-se no ponto F, tentando delinear uma estratégia de fuga rápida.
Depois de verificarem que a pouca visibilidade viera para ficar, reuniram todos os seus bagulhos e orientaram-se para regressar, em direcção ao ponto A, o tal de onde tinham partido, subindo a serra novamente.Entre preocupados e desejosos de mais aventura, embrenharam-se pela encosta acima. De um segundo para o outro, os carreiros florestais deixaram de se ver, o nevoeiro, de tão intenso que era, antecipou a noite e os SETE estavam sozinhos, sem bússola que os orientasse.
Foi neste exacto instante, que o chefe decidiu ordenar ao Sete que se colocasse no início da fila, tirasse o único foco que havia e tentasse abrir caminho para que passassem. Ninguém ousava dizer o que quer que fosse, pois as suas cabeças pareciam, também elas, enevoadas.Monte, mais monte, escarpa, mais escarpa; parecia não saírem do mesmo lugar. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Os Sete Magníficos...(continuação)


Continuaram até ao ponto D.

Dobraram-no, sem qualquer dificuldade. Num ápice, estavam do outro lado da serra e bem mais próximos do mar imenso que parecia assustar os ditos menos valentes. Só que se esqueceram que, lentamente, a maré foi subindo, enquanto eles se deliciavam com as mais diversas coisitas que se lhe deparavam. Cada um ia metendo na sacola o que mais lhe agradava e esta começava a pesar como chumbo.
Eis que, de repente, o mar marca a sua presença, batendo fortemente nas fragas, impedindo o grupo de prosseguir. Passado que está o instante de desilusão, o chefe  reúne  todos, e, unanimemente, resolveu alterar a rota, inicialmente traçada.
«Este gigante não podemos vencer, por isso há que tomar outra direcção. Qual?»
«Nadando...»
«Um vai primeiro averiguar o que está para lá das águas revoltas e, depois, os outros...»
«Claro, a serra, a serra é a nossa salvação!»
O ponto E ficava, agora, muito longe, pois tudo se invertera. Deram início à escalada da chamada serra da BOA VIAGEM. Primeiro tiveram que subir a verdadeiros pedregulhos que até pareciam ter sido postos ali com o objectivo de dificultar o acesso à mesma. Eles insinuavam-se como defensores daqueles espaços a todos os que tentavam por ali entrar ou passar.
Como estava difícil transpor tudo aquilo! Como estavam pesadas as suas mochilas! De repente, olharam uns para os outros e lançaram ao mar tudo aquilo que haviam recolhido nas areias da praia. A fome apertava e as forças começavam a faltar.

Uma vez que tinham alcançado uma espécie de varandim rochoso, mas com espaço suficiente, pararam e resolveram comer do que cada um trazia. Que banquete! O mar, visto daquele local fragoso, parecia um manto matizado de múltiplos azuis e salpicado de branco. Os mais afoitos punham à prova a sua coragem, subindo, descendo, num corropio louco.
Paulatinamente, foram subindo as ravinas da serra até alcançarem o topo da montanha. O horizonte marítimo continuava limpo, mas cada vez mais longe, porque tinham-se afastado. Agora, havia que recuperar o tempo perdido e descer até encontrarem o ponto E. Prosseguiram, durante algum tempo, pela estrada dita asfaltada, mas tão esburacada! Mais buraco, menos buraco; mais torcidela de pé, menos torcidela de pé, lá chegaram, já a tarde ia quase a meio.
«Eis-nos chegados!»
«Ao mar!





 E todos, sem excepção, se lançaram numa correria desenfreada em direcção às águas revoltas daquele mar que os recebeu com todo o seu carinho. De braçada em braçada, foram indo até ao mais longe que cada um se permitia. Loucos mergulhos!
Afinal, tinha havido uma excepção, sem que o chefe ou qualquer dos rapazes tivesse reparado que apenas seis cabecitas apareciam à tona da água.
«O outro!?»          
«Onde está?»
E o outro não estava ali.
«O que lhe terá acontecido?»
Bom, rapidamente, deixaram o banho e, todos de cara carrancuda e visivelmente preocupados, precipitaram-se numa procura louca pela praia, pelas ruas, pelos becos...
Ninguém encontrou ninguém. Sem solução à vista, decidiram regressar ao sítio inicial, ao tal ponto E, e, qual não foi o espanto de todos, quando, olhando em direcção ao local onde tinham estado, verificaram que havia uma construção enorme, feita em areia, em forma de muralha de protecção. Aproximaram-se e o que procuravam encontraram.
Aliviados, gritaram - «Raios, quem procura sempre alcança, mas o que estás tu aí a fazer?»
«Como tenho medo do mar, estendi-me aqui, mas esqueci-me das horas».
«Bom...pensávamos que, como és o mais veloz de todos, tivesses cavalgado pelas ondas. Afinal...!»
«Peço desculpa. O miúdo Sete, o mais veloz do que uma seta, não voltará a decepcionar-vos. Prometo».
            Por pouco que a harmonia reinante se ia quebrando.

Os Sete Magníficos...(continuação)









Os Sete Magníficos...

1.



Com tanta serra, tanto penhasco à volta, tantas árvores, tanto mar, tanta areia, tantas fragas, como ficar indiferente a tudo isto, quando a escola tinha fugido e as férias, as férias tinham chegado?!
«Yess, yess!»
Foi em uníssono que pronunciaram a frase que os unia há já algum tempo.
Quando todos chegaram ao ponto A, tiveram a primeira missão, a de verificar se cada um trazia, na respectiva mochila, o acordado, pois vale mais prevenir do que remediar. E, por causa disto, o líder deste grupo de sete rapazes passou revista a tudo e a todos. Mesmo o mais novo, um catraio de

pouco porte, levava o que podia e, não se sabe porquê, ia à frente.


No dia combinado, reuniram-se, em sítio não desvendado, e partiram para a  aventura em terras, todas elas, pertencentes ao concelho da Figueira da Foz.

Era a mascote...
Sete era o seu nome e era veloz como uma seta!
Terminada tal tarefa, o chefe, na sua voz de comando, disse alto - «Em frente e caminhar!»


Percorreram a longa rua citadina até encontrarem o ponto B. O calor não era muito, mas foi com agrado que, apesar das águas gélidas do Atlântico, mergulharam nas ondas, como querendo que todos partissem purificados, abençoados. 
«Toca a andar, pessoal!»
«Um por todos, todos por um».
Isto vociferou o grupo que, de imediato, se pôs a cominho, seguindo a rota, previamente escolhida.
Decorridos que estavam alguns minutos, alguém reparou na ausência do garoto mais novo e o chefe, detentor de toda a responsabilidade, gritou «STOP!». Todos recuaram ao ponto B e foram encontrá-lo, tentando desembaraçar-se duma daquelas algas gigantes que se enleara em todo o seu corpo. Foi preciso alguma perícia e muita paciência para que se vissem livres de tal incómodo. Devolveram-na ao mar. Mas tudo está bem, quando acaba bem.
Tinham alcançado o ponto C, quando se deram conta que o sol estava na vertical. Um pouco dispersos, tentavam equilibrar-se naquela que era a maior pedra do areal. Uns escorregavam quase de imediato, outros aguentavam mais e outros pareciam indiferentes ao que se passava em cima da dita que apresentava já sinais de corrosão, pequeninas fissuras de onde saiam minúsculos seres vivos. Mas, de repente, um “SOCORRO” invade todo o espaço. À uma, e sem demoras, é vê-los saltar, correndo para junto de uns bracitos que gesticulavam. Bom, o mais valente, ou considerado como tal, caíra numa daquelas banheiras traiçoeiras que o mar deixa, quando a maré está baixa. Como não sabia nadar, pensava que se estava a afogar. 
Risos, mais risos!
Gozo geral.
Risos, mais risos!


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Linhas poéticas...Portugal

                                               Chora a criança

Porquê?
Pela fome das suas entranhas
Que o homem não alimentou
Pela dor do seu coração
Que o homem não amou
Pela angústia da sua visão
Que o homem não embelezou
Pelo sonho da sua existência
Que o homem queimou
Chora a criança
Porquê?





Do nada parte-se para o sorriso
O gesto desejado, a fala apetecida
O passo hesitante, o caminhar conseguido
O pensar balbuciante, o ser acabado
Nasce o homem
Nasce a mulher
Nasce um eu no espaço vazio da vida
Emoções e choros
Alegrias e desesperos
Esperanças e ânsias
Gestos e contra gestos
Voltas e reviravoltas
Preenchem o espaço vazio da vida.                                                   
                                                              Luisete Baptista 
                                                              Fig.Foz.Dez.1980                                                                          


                                                           

domingo, 14 de agosto de 2011

Ver para Crer!


Ver para crer!

         As pedras insinuam-se ao vasto mar azul que se prolonga para lá do horizonte, num toque quase de carícia; uma pequena elevação deixa antever a magnitude do conjunto formado pela serra, pelo cabo Mondego, pela floresta aqui e ali mal tratada; o farol, alcandorado quase no limite da segurança, impõe-se pelo que transmite, pelas mensagens que envia para os que transitam para lá do visível; as falésias deixam-se escorregar até ao mar; dois enormes rochedos, separados por uma língua de areia fina, constituem os batentes de uma porta de entrada para a terra, havendo toques de verde a ladear a estrada quase sumida; pujantes pedras, pedregulhos, verdadeiros gigantes Adamastores, defendem aquele espaço que lhes foi entregue, confiado pelos deuses maiores; umas quantas pedrinhas descansam à direita por entre frias areias e parcos arbustos.
         Mas é tempo de parar!
         O ponto X, aquele que se tentava encontrar, está ali mesmo à nossa mercê, olhando-nos, convidando-nos.
         Patamar de observação.
         Varandim sobre o imenso mar turquesa...
         Silêncio, tranquilidade grotesca, desejada...
         Boa Viagem!
         Lá longe, no ponto de fuga do nosso olhar, vai a passar uma embarcação.
         «Que faça boa viagem!»



Óleo sobre tela/Luisete Baptista
                                                 

sábado, 13 de agosto de 2011

Linhas poéticas...Portugal

Não perguntem


Ao sol
Sua tristeza

Ao vento
Sua fúria 

Ao mar
Sua revolta

            Às areias
            Sua melancolia

Aos búzios
Sua quietude

Às conchas
Suas lágrimas

Pois
Morreu
Sophia
                                                 
ACRÍLICO SOBRE TELA

Não perguntem


            Ao sol
Sua tristeza

Ao vento
Sua fúria

Ao mar
Sua revolta

            Às areias
            Sua melancolia

Aos búzios
Sua quietude

Às conchas
Suas lágrimas

Pois
Morreu
Sophia                                  

                               Luisete Baptista                                                              

                                                                                 Fig.  Foz,  23-10-04          


 



 

 

Linhas poéticas...Portugal

ÓLEO SOBRE TELA

Agora


            São ondas de luz
            Os ventos sibilantes
            Para te afagarem
            Hoje tristes estamos
            Isto dói, o partires
            Ainda assim, Adeus!

            Agora que tudo deixaste
Não te esqueças aí
De reinar
Entre todos
Reis
Senhores
Empunhando tua espada
Na doce lembrança da poesia           

Fig. Foz, 22-10-2004


           Meu horizonte


Meu horizonte limite
Aquela linha azul cerúleo
Mas para lá...
Reina o sonho translúcido
De ziguezaguear nas ondas
Nas ondas que findam
Nas finas areias
Do fim do mundo

Fig. Foz, 22-10-2004


sábado, 6 de agosto de 2011

Linhas poéticas...Portugal

Aguarela sobre papel (Luisete Baptista)

          Ficou o Oceano profundo
          Imenso no seu agitar
Guardado no meu peito
Um tempo pretérito
E agora que aqui estou
Imutável me surge
Rugindo cada vez mais
         Alegrando toda a cidade

Da foz, da foz do rio Mondego
Aquele que corre para o mar

Feliz a Serra vigia
O mundo que tem a seus pés
Zela pelos seus amores
               
O mar

A cidade

O rio
        Luisete Baptista                  
       Fig. Foz, 95

Linhas poéticas...Portugal








           Figueira da Foz
           Da foz do rio Mondego
           Do rio que se lança no Oceano
           Oceano da minha imaginação
           Da minha imaginação que se envolve
           Que se envolve nas vagas
  Nas vagas que fustigam
 Que fustigam as paredes do paredão.
                           Luisete Baptista
                           Fig. Foz, 95


Linhas poéticas...Portugal

                   Os silêncios da serra
Despida ressoam
Na imensidão do oceano...
São ecos surdos, lamentos
Que não chegam à cidade.



                   Cidade de casario desigual
De areias roliças, esvoaçantes que fustigam
De praias escaldantes a lembrarem o deserto
O deserto da minha memória.
                                                       Luisete Baptista
                                                                    Fig.  Foz 23-03-94

       A serra
       O mar
      A cidade
                         O que são?
                         A serra,
                         Silenciosa, desembaraça-se das chagas
                         Das chagas que labaredas infernais lhe provocaram
                         A serra
                         Olha o mar, com doçura
                         Lança um véu protector sobre a cidade
                         A serra
                        O mar
                        A cidade
                        O que são?
                        A trilogia do amor.
                                                       Luisete Baptista
                                                                    Fig. Foz, 23-02-95
                                    

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Linhas poéticas...Portugal






São dez e trinta de um dia frio

Meu corpo estremece
Minhas roupas finas não aquecem
Minha alma grita o frio gélido que foge
Meu coração vibra a melancolia
Angústia, ansiedade
Desespero
Do dia que passa
Coração sangrento
                   Dolorido, incompreendido
Gente que corre
Vibra, palpita
                   Gente que corre                                                                   
Ama, sofre

Em redor do meu
Coração sangrento
Dolorido, incompreendido


                                                                     Luisete Baptista                                     
                                                                                          Águeda 11-3-76

                                                
                                      Escola
                              Amar aprendi 
                              Porquê?
                              As letras em flor
                              Conheci
                              O amor e carinho
                              Respirei
                             O conhecimento
                             Adquiri
                             Os segredos da vida
                             Desvendei
                             A vida
                             Descobri
                             Os amigos e as coisas
                             Encontrei
                             Eu cresci
                             Um mundo novo
                             Construí



                                                        Luisete Baptista
                                                                          Caldas da Rainha 76