quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Os Sete Magníficos...

1.



Com tanta serra, tanto penhasco à volta, tantas árvores, tanto mar, tanta areia, tantas fragas, como ficar indiferente a tudo isto, quando a escola tinha fugido e as férias, as férias tinham chegado?!
«Yess, yess!»
Foi em uníssono que pronunciaram a frase que os unia há já algum tempo.
Quando todos chegaram ao ponto A, tiveram a primeira missão, a de verificar se cada um trazia, na respectiva mochila, o acordado, pois vale mais prevenir do que remediar. E, por causa disto, o líder deste grupo de sete rapazes passou revista a tudo e a todos. Mesmo o mais novo, um catraio de

pouco porte, levava o que podia e, não se sabe porquê, ia à frente.


No dia combinado, reuniram-se, em sítio não desvendado, e partiram para a  aventura em terras, todas elas, pertencentes ao concelho da Figueira da Foz.

Era a mascote...
Sete era o seu nome e era veloz como uma seta!
Terminada tal tarefa, o chefe, na sua voz de comando, disse alto - «Em frente e caminhar!»


Percorreram a longa rua citadina até encontrarem o ponto B. O calor não era muito, mas foi com agrado que, apesar das águas gélidas do Atlântico, mergulharam nas ondas, como querendo que todos partissem purificados, abençoados. 
«Toca a andar, pessoal!»
«Um por todos, todos por um».
Isto vociferou o grupo que, de imediato, se pôs a cominho, seguindo a rota, previamente escolhida.
Decorridos que estavam alguns minutos, alguém reparou na ausência do garoto mais novo e o chefe, detentor de toda a responsabilidade, gritou «STOP!». Todos recuaram ao ponto B e foram encontrá-lo, tentando desembaraçar-se duma daquelas algas gigantes que se enleara em todo o seu corpo. Foi preciso alguma perícia e muita paciência para que se vissem livres de tal incómodo. Devolveram-na ao mar. Mas tudo está bem, quando acaba bem.
Tinham alcançado o ponto C, quando se deram conta que o sol estava na vertical. Um pouco dispersos, tentavam equilibrar-se naquela que era a maior pedra do areal. Uns escorregavam quase de imediato, outros aguentavam mais e outros pareciam indiferentes ao que se passava em cima da dita que apresentava já sinais de corrosão, pequeninas fissuras de onde saiam minúsculos seres vivos. Mas, de repente, um “SOCORRO” invade todo o espaço. À uma, e sem demoras, é vê-los saltar, correndo para junto de uns bracitos que gesticulavam. Bom, o mais valente, ou considerado como tal, caíra numa daquelas banheiras traiçoeiras que o mar deixa, quando a maré está baixa. Como não sabia nadar, pensava que se estava a afogar. 
Risos, mais risos!
Gozo geral.
Risos, mais risos!


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