Ver para crer!
As pedras insinuam-se ao vasto mar azul que se prolonga para lá do horizonte, num toque quase de carícia; uma pequena elevação deixa antever a magnitude do conjunto formado pela serra, pelo cabo Mondego, pela floresta aqui e ali mal tratada; o farol, alcandorado quase no limite da segurança, impõe-se pelo que transmite, pelas mensagens que envia para os que transitam para lá do visível; as falésias deixam-se escorregar até ao mar; dois enormes rochedos, separados por uma língua de areia fina, constituem os batentes de uma porta de entrada para a terra, havendo toques de verde a ladear a estrada quase sumida; pujantes pedras, pedregulhos, verdadeiros gigantes Adamastores, defendem aquele espaço que lhes foi entregue, confiado pelos deuses maiores; umas quantas pedrinhas descansam à direita por entre frias areias e parcos arbustos.
Mas é tempo de parar!
O ponto X, aquele que se tentava encontrar, está ali mesmo à nossa mercê, olhando-nos, convidando-nos.
Patamar de observação.
Varandim sobre o imenso mar turquesa...
Silêncio, tranquilidade grotesca, desejada...
Boa Viagem!
Lá longe, no ponto de fuga do nosso olhar, vai a passar uma embarcação.
«Que faça boa viagem!»
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| Óleo sobre tela/Luisete Baptista |

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