sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Os Sete Magníficos...(continuação)


2.


Alguém propôs que nada melhor do que um gelado para refrescar as ideias, depois daquele susto. Em jeito de algazarra, rodearam a barraca dos ditos gelados e cada um se deliciou com o seu preferido.
De repente, um engasgou-se com um pau do gelado, tendo sido socorrido pelo enfermeiro do posto de socorro, improvisado na praia.
Só asneiras!
Só sustos!
Apesar de serem cinco horas da tarde e de o sol continuar quentinho, a pressa, para fazerem a viagem de regresso, não era muita, já que este primeiro dia de férias deveria ser saboreado até à exaustão. Eis quando um nevoeiro intenso e cerrado se abateu sobre toda a região, deixando-os desorientados, pois havia ainda muito caminho a fazer. Conseguiram reunir-se no ponto F, tentando delinear uma estratégia de fuga rápida.
Depois de verificarem que a pouca visibilidade viera para ficar, reuniram todos os seus bagulhos e orientaram-se para regressar, em direcção ao ponto A, o tal de onde tinham partido, subindo a serra novamente.Entre preocupados e desejosos de mais aventura, embrenharam-se pela encosta acima. De um segundo para o outro, os carreiros florestais deixaram de se ver, o nevoeiro, de tão intenso que era, antecipou a noite e os SETE estavam sozinhos, sem bússola que os orientasse.
Foi neste exacto instante, que o chefe decidiu ordenar ao Sete que se colocasse no início da fila, tirasse o único foco que havia e tentasse abrir caminho para que passassem. Ninguém ousava dizer o que quer que fosse, pois as suas cabeças pareciam, também elas, enevoadas.Monte, mais monte, escarpa, mais escarpa; parecia não saírem do mesmo lugar. 

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