A pintura a encáutica é feita com cera de abelha à qual se junta resina de damar e pigmentos naturais.
O que de inusitado nos surge no vocábulo encáutica é o facto de, descobrindo a sua origem grega, “egkaustiké”, que significava gravar a fogo, queimado ou preparado a fogo, se entra na essência da própria técnica.
Esta é bem antiga, e as primeiras referências à mesma datam do c.70-25a.c, através de Vitruvio, arquitecto e engenheiro romano que a nomeia nos seus escritos. Segue-se o romano Plínio o Velho que no século I a utilizava sobre o marfim. Entretanto, no norte do Egipto em Fayum foram descobertos retratos em sarcófagos de madeira, pintados em encáutica.
Cai em desuso a partir dos séculos VII e IX, reaparecendo nos séc. XVII e XIX, na Inglaterra e França.
Eugène Delacroix, pintor francês que viveu entre 1798 e 1863, denominado o Príncipe do Romantismo, a quando da pintura em Paris do Palais Bourbon utilizou no Salon du Roi, óleo e cera virgem sobre gesso. Isto permitiu-lhe imitar a superfície mate do fresco e proteger as cores da humidade.
Encontramos seguidores desta técnica no séc.XX, nomeadamente Jasper Johns e Mauricio Toussaint. Ultimamente, assiste-se a um revivalismo graças à existência de novos instrumentos eléctricos, como o ferro de encáutica, a caneta, o soprador de ar quente e as placas de calor.
Esta fascinante e versátil arte permite a qualquer um entrar num verdadeiro acto artístico.








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